
Carlo Ancelotti tem uma decisão a tomar para a Copa do Mundo.
O Brasil não é necessariamente a seleção mais forte rumo à grande vitrine do futebol neste verão. No entanto, a Seleção não deve ser subestimada. Ancelotti tem qualidade de sobra em todo o elenco.
Neste artigo, abordaremos:
Alisson é um dos melhores goleiros do futebol mundial. Gabriel, Marquinhos e Bremer jogam em grandes clubes europeus. Casemiro e Andrey Santos são dois volantes experientes da Premier League. Joelinton, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá sequer foram convocados para a última lista do Brasil, embora Guimarães teria sido convocado caso estivesse em forma.
No ataque, Vinicius Junior, Matheus Cunha, Estevão e Raphinha têm capacidade de superar as defesas mais sólidas. Rodrygo seria outra opção caso não tivesse sofrido uma grave lesão no joelho. Ancelotti, porém, tem uma decisão a tomar no setor ofensivo. Quem será o comandante do ataque da potência sul-americana na América do Norte neste ano?
O dilema do centroavante do Brasil
No Qatar, Richarlison, do Tottenham Hotspur, liderava o ataque do Brasil em uma campanha que acabou fracassando. Desta vez, Joao Pedro parece ser a opção lógica. Embora contratado como segundo atacante pelo Brighton and Hove Albion no último verão, o jogador do Chelsea tem brilhado como ponto focal dos Blues.
O jogador de 24 anos marcou 14 gols e deu mais cinco assistências na Premier League nesta temporada. Os gols o colocam em terceiro na divisão. As assistências entre os dez melhores. Em teoria, Pedro talvez tivesse a titularidade garantida no ataque dos pentacampeões mundiais.
Ancelotti, porém, jogou uma pedra no caminho. O lendário italiano optou por dar a Igor Thiago, atacante do Brentford, sua primeira convocação para a seleção. A temporada de estreia de Thiago no Gtech Community Stadium foi prejudicada por lesões. De fato, o robusto brasileiro ficou restrito a apenas oito jogos na liga, sete dos quais saindo do banco.
Ele está recuperando o tempo perdido, e com folga. Thiago surpreendeu muitos na Premier League nesta temporada. Apenas Erling Haaland (22) marcou mais gols que o jogador do Brentford (19) na primeira divisão inglesa neste período.
Ancelotti vai manter o 4-2-3-1 preferido?
No fim das contas, a decisão sobre ter Pedro ou Thiago como referência no ataque neste verão depende de como Ancelotti quer jogar. O técnico de 66 anos tem preferido o esquema 4-2-3-1. No entanto, nos dois últimos jogos, Ancelotti usou um 4-4-2, com Vinicius Junior e Cunha liderando o ataque quando o Brasil venceu o Senegal por 2 a 0 e empatou em 1 a 1 com a Tunísia.
Pedro participou da primeira vitória, entrando no segundo tempo para os últimos 25 minutos. Ancelotti pode ter estado experimentando as opções à sua disposição. Com toda probabilidade, ele voltará ao 4-2-3-1 para a Copa do Mundo. Nesse caso, a tendência é que haja apenas uma vaga disponível para liderar o ataque.
É verdade que Ancelotti poderia escalar Pedro na função de camisa 10. No entanto, com Cunha e Raphinha capazes de atuar na posição, é potencialmente uma disputa direta entre Pedro e Thiago para comandar o ataque. Endrick é outra opção, e o adolescente está de volta ao elenco após seu bom início de carreira no Lyon.
Porém, Ancelotti dificilmente depositará sua confiança no jovem de 19 anos por enquanto. Por outro lado, Thiago ainda não foi testado nesse nível. A opção sensata é utilizar os jogadores experientes à sua disposição. E com o esquema 4-2-3-1 esperado, Pedro é a escolha óbvia. O Chelsea joga em um sistema semelhante, e isso tem tirado o melhor do ex-jogador do Brighton.
Comparação: Thiago vs Pedro
Com uma média de 24,1 passes e uma chance criada por 90 minutos, o coadjuvante se beneficiaria de um atacante com desejo de envolver os companheiros no jogo. Em comparação, Thiago é mais o centroavante clássico. É improvável que ele traga o Joga Bonito para a seleção. Isso fica evidente pelo fato de que ele tem uma média de 17,7 passes e cria 0,6 chances por 90 minutos na Premier League nesta temporada.
Pedro também tem mais toques na bola em média (42,8 contra 33,4) e menos faltas por 90 minutos (1,3 contra 2), destacando a diferença de estilos. Por outro lado, isso proporciona a Ancelotti opções cruciais no ataque. Essa flexibilidade tática pode ser fundamental na busca do Brasil pela glória. Ancelotti não está restrito a jogar em apenas um sistema específico. Dependendo do adversário e da situação, Thiago e Pedro têm papéis vitais a desempenhar.
No fim das contas, espera-se que Ancelotti opte por Pedro para liderar o ataque na hora decisiva. Ele é a alternativa mais experiente e sua capacidade de ligação no jogo beneficiaria jogadores como Vinicius Junior, Cunha e Raphinha. No entanto, toda boa equipe precisa de um Plano B, e Thiago se encaixa perfeitamente nesse papel.
Seleções como Espanha, França e Inglaterra talvez tenham um elenco geral melhor que o do Brasil. O trio europeu é favorito para ir longe na América do Norte neste verão. Porém, Ancelotti tem opções alternativas no ataque para recorrer. A dupla da Premier League tem o que é preciso para potencialmente conduzir a potência sul-americana ao sexto título mundial nos EUA, México e Canadá.