
A Espanha está numa final de Copa do Mundo pela segunda vez. E Rodri teve um papel enorme para a Roja chegar até aqui.
Não é surpresa ver Rodri brilhando no torneio, mas não se esperava que ele fosse o jogador mais importante. Todos os olhos estavam em nomes como Lamine Yamal para levar a Espanha à glória. Yamal ainda pode ter uma influência decisiva na final, mas, se a Espanha vencer a Argentina no domingo, terá sido com base na qualidade de Rodri no meio-campo. Confira o nosso guia da Copa do Mundo 2026.
Neste artigo, vamos abordar
- A importância para o time
- O passe de elite
- O ladrão de bolas
A importância para o time
A Espanha teve de se acostumar a jogar sem Rodri por um bom tempo após o título da Euro 2024. Ele perdeu 13 dos 16 jogos entre o fim daquele torneio e o começo de 2026, boa parte por causa de uma lesão no joelho, além de um problema muscular no fim de 2025. Uma vitória por 3 a 0 sobre a Sérvia, em março de 2026, marcou o seu primeiro jogo como titular pela Espanha em 566 dias. Nesse período, a Roja venceu 11 jogos e só perdeu um, nos pênaltis da final da Liga das Nações para Portugal, ou seja, se virou muito bem. Mas, com ele de volta, é difícil imaginar como a Espanha funcionou sem Rodri.
Rodri jogou todos os minutos, menos três, da campanha espanhola na Copa 2026, saindo apenas no fim da estreia contra Cabo Verde. É o único meio-campista a começar todos os jogos da Espanha. No trio de meio de De la Fuente, era sempre Rodri e Pedri mais um, mas até Pedri perdeu a vaga nas quartas e na semifinal. Rodri, esse, se tornou insubstituível.

O passe de elite
Não importa a formação, seja num 4-2-3-1 ou num 4-3-3, Rodri é sempre o meia mais recuado. É dali que ele exibe a qualidade de passe que todos conhecem. E manteve um nível altíssimo na Copa: é o jogador que mais tentou e completou passes no torneio, e com folga. Foram 705 passes tentados, 133 a mais do que o segundo colocado, o companheiro Pau Cubarsí (572), e 655 certos, 105 a mais que o compatriota (550).
Esses números vêm do fato de que tudo o que a Espanha faz passa por Rodri, o jogador com mais toques na bola de toda a Copa. E não é só passe de segurança: apesar de liderar em passes para trás (102), ele é o sexto em passes para frente tentados (143) e o segundo em passes tentados no último terço (187), além de líder em passes certos no último terço (173). A variedade também chama atenção: é o líder da Copa em passes por cobertura (34) e completou 18 passes de apoio, recebendo de costas e devolvendo. Rodri tem repertório.


O ladrão de bolas
Enquanto todos focam no passe de Rodri, o seu trabalho de marcação passa despercebido. Só um jogador na Copa 2026 fez mais desarmes do que os 22 do espanhol, e ele deve ultrapassar os 23 de Andrés Cubas na final. É essa combinação de passe e desarme que torna Rodri tão importante. A Espanha só sofreu um gol no torneio porque tem mais a bola e controla a posse, e Rodri é a primeira parte disso, recuperando a bola.
Rodri recupera a bola em todo o campo. É o terceiro da Copa em posses ganhas no meio-campo, e é o motivo de a Espanha quase não ter enfrentado finalizações no torneio: ele para os adversários antes mesmo de chegarem às zonas de perigo. Tem sucesso mais à frente também, com cinco posses ganhas no campo de ataque, a sexta maior marca do torneio, mesmo essa não sendo a sua função principal. O jogador de 30 anos venceu 41 duelos, entre os cinco primeiros da Copa, sendo 30 no chão, com 60% de aproveitamento. Rodri está muito difícil de superar, e a Argentina ou vai torcer por uma lesão de última hora, ou vai concentrar a preparação em manter o jogo longe do volante.

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