
Mergulhamos nas estatísticas com a Matriz de Comparação do Squawka para montar o XI combinado de Espanha x Argentina, antes da final da Copa do Mundo 2026.
Comparamos os jogadores mais usados por cada seleção no torneio, cruzando com as escalações prováveis para a decisão. Veja quem venceu cada duelo, posição por posição. Confira também os nossos palpites da final, onde assistir e as odds.
Goleiro: Unai Simón x Emiliano Martínez
Muitos esperavam um duelo apertado. Emiliano Martínez segue como um dos melhores goleiros do mundo, mas Unai Simón o superou em todos os indicadores importantes. Mesmo menos exigido, Simón fez mais defesas (1,5 por 90, contra 1,2 de Martínez) e defendeu mais (90,91% das finalizações no alvo), sofrendo só um gol no torneio. Com os pés, também leva a melhor: 24,3 passes por 90 com 79,07% de acerto, contra 18,8 e 74,61% do argentino. Vencedor: Unai Simón.
Lateral-direito: Pedro Porro x Nahuel Molina
Porro quase completou uma dobradinha espanhola e domina Molina na direita. Nem começou como titular, mas tomou a vaga de Marcos Llorente pelas atuações. Cria mais (1,9 chance por 90, contra 0,6), cruza mais (3,7 contra 1,0) e vence mais duelos no chão (4,3 contra 2,7), embora Molina tenha melhor aproveitamento (60,87% contra 56,76%). Porro ainda leva em desarmes, cortes e recuperações. Vencedor: Pedro Porro.
Zaga: Cubarsí e Laporte x Romero e Lisandro Martínez
A dupla argentina, mais exigida, leva a melhor sobre a espanhola. Cristian Romero se destaca nos duelos: 2,4 desarmes por 90 e 3,2 duelos no chão vencidos, à frente de Lisandro Martínez e bem acima de Cubarsí e Laporte, que quase não desarmam graças à proteção de Rodri. Lisandro tem o melhor aproveitamento nos duelos (70,37%) e mais cortes (5,0). Laporte responde com mais interceptações (1,9) e passes para frente (29,2), e Cubarsí tem a melhor precisão de passe (96,15%). Vencedores: Cristian Romero e Lisandro Martínez.
Lateral-esquerdo: Marc Cucurella x Nicolás Tagliafico
Tagliafico completa uma defesa dominada pela Argentina. Assim como Porro, não começou como titular, mas tomou a vaga de Facundo Medina. No ataque, ele e Cucurella ficam quase empatados (0,9 e 0,8 chance criada por 90). Mas Tagliafico vence todos os quesitos defensivos: o dobro de desarmes (2,0 contra 1,0), muito mais duelos no chão vencidos (4,4 contra 1,8) e mais cortes, interceptações e recuperações. Vencedor: Nicolás Tagliafico.

Meio-campo: Rodri x Fabián Ruiz x Leandro Paredes
Aqui vem a surpresa. Rodri foi um dos melhores da Espanha no torneio, mas fica de fora deste duelo. Ele é superado pelo compatriota Fabián Ruiz e por Leandro Paredes, que será o único volante da Argentina. Rodri lidera em desarmes (3,2 por 90) e duelos vencidos (5,9), mas, por não ser o principal armador da Espanha, perde nos números de passe para Ruiz. Paredes tem a melhor precisão do trio (94,83%) e média de 31,3 passes para frente por 90; Ruiz corta mais (1,1 interceptação, 5,6 recuperações por 90). Vencedores: Fabián Ruiz e Leandro Paredes.
Ponta-direita: Lamine Yamal x Rodrigo De Paul
De Paul é prejudicado pelo sistema, já que atua como um meio-campista jogado na direita, e perde vários quesitos. Mas não é atropelo: ele é mais criativo (1,3 chance criada e 0,3 assistência por 90), enquanto Yamal, ainda retomando ritmo após lesão, é mais perigoso no gol (1,9 finalização no alvo e 0,2 gol por 90). Yamal completa 4,0 dribles por 90, sofre 1,5 falta e tem 9,3 toques na área adversária. Vencedor: Lamine Yamal.
Meia-atacante: Dani Olmo x Enzo Fernández
Enzo Fernández encontrou o faro de gol na hora certa, com tentos decisivos rumo à final: 0,7 finalização no alvo e 0,4 gol por 90, à frente de Olmo, que ainda não marcou. Mas Olmo cria mais (2,0 chances e 0,5 assistência por 90, contra 0,7 chance e nenhuma assistência de Enzo) e é mais habilidoso com a bola, com mais dribles, faltas sofridas e toques na área. Vencedor: Dani Olmo.
Ponta-esquerda: Álex Baena x Alexis Mac Allister
Mac Allister sofre como De Paul, pela posição de origem mais recuada, e vence só dois quesitos num duelo muito parelho. Baena finaliza um pouco mais no alvo (0,9 contra 0,6 por 90) e leva vantagem mínima em gols e assistências (0,3 em cada, contra 0,2). Mas a maior diferença é na criação: 2,2 chances por 90 de Baena, contra 0,8 de Mac Allister. Vencedor: Álex Baena.
Centroavante: Mikel Oyarzabal x Lionel Messi x Julián Álvarez
Não houve disputa. Lionel Messi foi um dos melhores jogadores da Copa e entra fácil neste XI. É admirável que Oyarzabal vença um quesito: teve 7,8 toques na área adversária por 90, mais do que os 6,4 de Messi. Mas os números criativos do argentino são incomparáveis: 3,7 chances criadas e 0,6 assistência por 90, muito acima de Oyarzabal e Álvarez juntos. Messi ainda finaliza mais (4,1 por 90, com 2,7 no alvo) e converte melhor (23,53%), com Oyarzabal logo atrás (0,9 gol por 90 e 22,73%). Vencedor: Lionel Messi.
O XI combinado de Espanha x Argentina
No fim, o time combinado fica com seis espanhóis e cinco argentinos: Unai Simón; Pedro Porro, Cristian Romero, Lisandro Martínez, Nicolás Tagliafico; Fabián Ruiz, Leandro Paredes; Lamine Yamal, Dani Olmo, Álex Baena; e Lionel Messi.

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