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Suíça x Colômbia: análise e estatísticas – Copa do Mundo 2026

A Suíça chegou às quartas de final da Copa do Mundo 2026 ao vencer a Colômbia nos pênaltis, depois de um empate sem gols.

Houve muito pouco a separar as duas seleções no tempo normal, com apenas quatro finalizações no alvo somadas. A prorrogação também não foi mais empolgante, embora a Colômbia tenha tido uma chance importante no fim para roubar a vitória. Mas não houve vencedor, e o jogo foi para os pênaltis. Davinson Sánchez e Cucho Hernández desperdiçaram as suas cobranças, com Gregor Kobel defendendo a de Cucho. Manuel Akanji mandou o seu pênalti por cima, mas Rúben Vargas decidiu na última batida. Veja o nosso guia da Copa do Mundo 2026 para o quadro completo. A Suíça agora enfrenta a Argentina nas quartas.

Suíça x Colômbia: a análise da partida

A defesa não bastou

A Colômbia teve uma das melhores defesas da Copa. Isso não a tornou o time mais empolgante de assistir no torneio, mas a deixou muito difícil de bater. Os Cafeteros sofreram um gol aos 60 minutos da vitória de estreia sobre o Uzbequistão e, desde então, não foram mais vazados. Já são 420 minutos sem sofrer gols na Copa, e blindar o adversário tem sido um trabalho de equipe.

Áreas de recuperação de bola da Colômbia contra a Suíça na Copa do Mundo 2026

A Suíça teve apenas sete finalizações contra a Colômbia, com só duas no alvo. Esses chutes renderam 0,32 de gols esperados (xG), e o gol colombiano quase não correu perigo. A Colômbia defendeu como se a vida dependesse disso, e o mais tarde possível. Não foi um caso de recuperar a bola no campo de ataque, nem de limitar o adversário pela posse: a Colômbia recuperou a bola 33 vezes no campo de defesa contra a Suíça, o seu maior número em um jogo no torneio. É a terceira melhor da Copa nesse quesito, chegando a 100 recuperações no campo de defesa após esta partida. A Colômbia cumpriu a sua parte nos 120 minutos, mas não foi suficiente. A loteria dos pênaltis pôs fim ao sonho, apesar da excelente atuação defensiva.

O ataque isolado da Suíça

Do outro lado, a Suíça facilitou a vida da defesa colombiana. Os suíços entraram em campo desfalcados: sem Johan Manzambi, lesionado. Rúben Vargas também teve um problema físico e só pôde entrar como reserva. Ardon Jashari assumiu a vaga de Manzambi como camisa 10, mas penou muito antes de ser substituído no intervalo. Criou uma chance, mas completou apenas 12 passes, três deles no último terço. Não era o que a Suíça queria numa posição tão importante.

Mapa de finalizações da Suíça contra a Colômbia na Copa do Mundo 2026
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Djibril Sow foi melhor após entrar no intervalo, mas a Suíça ainda assim não conseguiu colocar Breel Embolo no jogo. O centroavante suíço teve um bom duelo com Davinson Sánchez sem a bola, mas quase não a tocou. Embolo era o homem de referência nessa disputa, tentando acionar os pontas. Eram eles que finalizavam, mas a Suíça precisava de um centroavante matador para fazer a diferença. Nos seus 87 minutos em campo, Embolo não deu uma única finalização no alvo. Teve 28 toques na bola, o menor número entre os titulares suíços, e completou apenas 11 passes, três no último terço. Simplesmente não funcionava. Mas o problema não era só de Embolo: Cédric Itten teve dificuldades parecidas na prorrogação, apesar de ter entrado para fazer a diferença.

Itten também não deu nenhuma finalização no alvo, e a Suíça terminou o jogo com apenas sete chutes no total. O seu 0,32 de xG foi reduzido a 0,01 de xG pós-finalização. Em resumo, o posicionamento das finalizações comprometeu seriamente uma chance de gol que já era baixa. Não fez diferença na noite, mas a Suíça vai precisar melhorar se quiser surpreender a Argentina nas quartas.

O novo plano de jogo do futebol

A adoção das paradas para hidratação gerou muitas críticas de torcedores e comentaristas. Até alguns jogadores e times se manifestaram contra. Mas outros claramente as incorporaram ao plano de jogo, e a Suíça foi um deles. Os suíços começaram devagar, dando muito tempo de bola à Colômbia. O objetivo era absorver a pressão e frustrar os colombianos, silenciando uma torcida cheia de apoiadores dos Cafeteros. Havia pouquíssima intenção de atacar: a Suíça não deu nenhuma finalização antes da primeira parada para hidratação e não teve nenhum toque na área adversária, com 42,5% de posse. Em compensação, permitiu duas finalizações da Colômbia, uma no alvo, e três toques na sua área.

Fabien Rieder deu a primeira finalização da Suíça poucos minutos depois da parada, mostrando como o plano tinha mudado. A equipe passou a tomar a iniciativa, indo para cima e incomodando a dura defesa colombiana. Ao fazer isso, a Suíça também limitou as chances da Colômbia, forçando-a a atacar no contra-ataque, algo que o time de Murat Yakin sabia administrar. Até o intervalo, a Suíça tinha dado duas finalizações, ambas no alvo, com três toques na área adversária. A Colômbia, por sua vez, tinha três finalizações a mais, mas nenhuma no alvo, e viu a posse cair para 50,9%, ante 57,5% na parada para hidratação.

A Suíça ampliou essa vantagem no segundo tempo, com seis finalizações (nenhuma no alvo) e 14 toques na área adversária, boa parte deles após a segunda parada para hidratação. Terminou os 90 minutos com 52,4% de posse, ainda que isso tenha sido ajudado pela Colômbia jogar para a prorrogação.

Mais sobre a Copa do Mundo 2026: veja o nosso guia completo da Copa do Mundo 2026 e o chaveamento do mata-mata.