
Suíça x Argélia terminou com a Suíça aproveitando os erros do adversário numa vitória por 2 a 0 que a levou às oitavas de final da Copa do Mundo 2026.
Os suíços não tiveram muito trabalho para bater a Argélia nos 16 avos. Breel Embolo abriu o placar aos 10 minutos, e Dan Ndoye fechou o resultado logo no primeiro minuto do segundo tempo. Veja o nosso guia da Copa do Mundo 2026 para o quadro completo.
O ex-técnico da Suíça, Vladimir Petković, hoje à frente da Argélia, ousou na escalação: foi sem centroavante, apostando em meias habilidosos e ágeis na frente. A equipe até teve bons primeiros minutos, com tabelas e muitas rotações, mas encontrou o seu teto justamente na falta de capricho na finalização.
Foram dois gols cedo que ditaram o tom do resto do jogo. E esse é, na verdade, um bom ponto de partida para a análise.
Como a Suíça venceu a Argélia?
Sem piedade com a Argélia
A escalação diferente da Argélia deu a ela o controle da posse sobre a Suíça desde o começo, e não só por causa do gol cedo que sofreu. A seleção de Petković optou por uma postura mais dominante, tentando se estabelecer no campo de ataque. Para o azar dos argelinos, porém, o camisa 10 Farès Chaïbi errou um passe fácil, com méritos para Remo Freuler, que leu bem a jogada, e isso deu início a um contra-ataque suíço.
É claro que muita coisa aconteceu entre o erro de Chaïbi e Embolo empurrando a bola para o gol vazio. Johan Manzambi, que transformou esta Suíça no meio da fase de grupos, fez a maior parte do trabalho: acelerou com a bola, ganhou de Aïssa Mandi no um contra um e achou o atacante.
Foi o primeiro de dois erros caros que a Suíça aproveitou. O segundo, porém, foi bem mais grave: Bensebaini errou um passe fácil dentro da própria área. Denis Zakaria interceptou com facilidade, cruzou, e Rafik Belghali só conseguiu afastar até Ndoye, que finalizou de primeira e marcou.
Não havia margem para erro para a Argélia, que cometeu dois, e a Suíça fez valer os dois.


Uma nova Suíça?
Por falar em aproveitar os erros do adversário, foi principalmente assim que a Suíça jogou contra a Argélia. Teve apenas 30% da posse antes mesmo de marcar, sinal de que se sentia confortável recuando e atacando no contragolpe. Aliás, os suíços tiveram mais contra-ataques oficiais nesta noite (2) do que em toda a fase de grupos (1, contra o Canadá). Foi também, de longe, a sua menor posse de bola num jogo na Copa.
| Adversário da Suíça | Posse de bola |
|---|---|
| Catar | 68% |
| Bósnia-Herzegovina | 62% |
| Canadá | 55% |
| Argélia | 44% |
Mesmo assim, a Suíça se sentiu confortável por cerca de 90% da partida. A nova cara da Argélia significou muitos jogadores se movimentando e baixando, o que favorecia as sequências de passe, mas não trazia perigo real na frente. O 4-4-2 zonal de Murat Yakin, num bloco médio-baixo, quase não foi testado durante a maior parte do jogo.
Houve também um aspecto novo no jogo suíço no início. Não deu certo, mas eles favoreceram bastante o lado direito na saída de bola antes do gol de Embolo, jogada que acabou se desenvolvendo toda pela esquerda.

É uma dinâmica bem diferente das preferências dos três primeiros jogos, muito mais focadas na esquerda.

A Suíça mostrou dificuldade para sair do próprio campo tentando jogar por Nico Elvedi, Zakaria e Freuler. As coisas ficaram mais fáceis quando passou a buscar Manuel Akanji, Ricardo Rodríguez e Granit Xhaka, todos mais à esquerda.
A Suíça parece ter aprendido com os próprios erros, sobretudo o empate com o Catar, e desde então tem sido mais fria e eficiente. São três vitórias seguidas após o 1 a 1 na estreia, e o vencedor de Colômbia x Gana pela frente nas oitavas de final.
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