
França, Noruega e o anfitrião México foram o trio mais recente a garantir vaga nas oitavas da Copa do Mundo 2026. Agora a atenção se volta para os três jogos de quarta-feira dos 16 avos de final, com a Inglaterra em busca da classificação.
Primeiro, é Inglaterra x RD Congo, às 13h (horário de Brasília), em Atlanta, pela chance de encarar o México no Azteca. Veja o nosso guia da Copa do Mundo 2026 para o quadro completo.
Bélgica e Senegal entram em campo às 17h, em Seattle, e o vencedor pega quem passar de Estados Unidos x Bósnia-Herzegovina, jogo que acontece às 21h, em Santa Clara.
Aqui estão as principais estatísticas antes dos três jogos de hoje.
Estatísticas dos 16 avos de final: Inglaterra, Harry Kane e Yoane Wissa
Os três jogos do dia: Inglaterra x RD Congo (13h), Bélgica x Senegal (17h) e Estados Unidos x Bósnia (21h), todos no horário de Brasília.
Inglaterra x RD Congo
- Dado da Inglaterra: Harry Kane (11) precisa de mais um gol para igualar a marca de Pelé em Copas do Mundo (12).
- Dado da RD Congo: se Yoane Wissa marcar, terá mais gols pela RD Congo nesta Copa (4+) do que em 28 jogos pelo Newcastle na temporada passada (3).
A recompensa da Inglaterra por vencer o Grupo L é um duelo nos 16 avos com a RD Congo, que chegou ao mata-mata de uma Copa pela primeira vez, após terminar em terceiro no Grupo K. Os ingleses venceram os seus dois jogos anteriores de mata-mata contra seleções africanas: 3 a 2 sobre Camarões em 1990 e 3 a 0 sobre o Senegal quatro anos atrás.
Thomas Tuchel vive o terceiro melhor início invicto (jogos oficiais) de um técnico da Inglaterra: 10 vitórias e 1 empate em 11 jogos, com 10 jogos sem sofrer gols. A Inglaterra também foi a segunda seleção que mais teve a bola no torneio, atrás só da Espanha, com média de 65,9% de posse na fase de grupos, e espera ditar o ritmo de novo diante de uma RD Congo que ficou com apenas 39,6% da bola.
O gol de Kane no 2 a 0 sobre o Panamá o tornou o maior artilheiro da Inglaterra em Copas, com 11 gols, à frente de Gary Lineker. Apenas sete jogadores na história marcaram mais em Mundiais do que o capitão inglês, agora a só um gol da lenda brasileira Pelé (12).

A RD Congo já vive uma Copa para lembrar. Marcou o seu primeiro gol na história do torneio, somou o primeiro ponto, conquistou a primeira vitória e, com isso, garantiu uma vaga histórica no mata-mata pela primeira vez.
Yoane Wissa está em grande fase, com três dos quatro gols da RD Congo. Marcou o primeiro gol do país em Copas no 1 a 1 com Portugal e depois fez dois na primeira vitória, sobre o Uzbequistão. Se marcar contra a Inglaterra, será apenas o segundo africano a fazer quatro gols numa única Copa, depois do camaronês Roger Milla, em 1990.

Bélgica x Senegal
- Dado da Bélgica: os Diabos Vermelhos buscam estender a série invicta para 17 jogos em todas as competições.
- Dado do Senegal: Ismaïla Sarr (4 gols) é o terceiro maior artilheiro africano da história das Copas, empatado. Precisa de mais um gol para alcançar Roger Milla (5) e de dois para igualar o recordista Asamoah Gyan (6, por Gana).
A Bélgica chegou a 16 jogos invicta em todas as competições (10 vitórias e 6 empates) após golear a Nova Zelândia por 5 a 1 e garantir a liderança do Grupo G. Terceira colocada em 2018, a Bélgica venceu quatro dos últimos cinco jogos de mata-mata em Copas. Deu 73 finalizações na fase de grupos, a maior marca do torneio. Nenhum jogador finalizou mais do que Kevin De Bruyne (16) no período.
O Senegal terminou em terceiro num Grupo I muito difícil, após uma goleada por 5 a 0 sobre o Iraque que garantiu a vaga no mata-mata pela terceira vez em quatro participações. Os Leões de Teranga venceram apenas um jogo de mata-mata na história: 2 a 1 sobre a Suécia, na prorrogação, na estreia em 2002. Ismaïla Sarr brilhou na América do Norte, com três gols nesta Copa, somados ao que fez no Catar, quatro anos atrás.

Estados Unidos x Bósnia
- Dado dos Estados Unidos: os EUA perderam sete dos seus oito jogos de mata-mata em Copas do Mundo.
- Dado da Bósnia: a Bósnia foi o último país europeu a perder para os EUA, que desde então não venceram nenhum dos 12 jogos contra seleções do continente, com 10 derrotas seguidas.
Depois de ver os outros anfitriões, México e Canadá, garantirem vaga nas oitavas, os holofotes se voltam para os Estados Unidos e o duelo com a Bósnia-Herzegovina, em Santa Clara. Muito modificados, os EUA perderam por 3 a 2 para a Turquia no último jogo de grupo, mas, já classificados como líderes, isso não abalou o otimismo em torno do time de Mauricio Pochettino.
Uma vitória levaria os EUA a três triunfos numa mesma Copa pela primeira vez na história. O problema é o retrospecto no mata-mata: sete derrotas em oito jogos, com a única exceção sendo uma vitória sobre o México nas oitavas há 24 anos. Eles também não vencem uma seleção europeia há 12 jogos.
A Bósnia não pode ser subestimada. Os Dragões eliminaram a tetracampeã Itália na repescagem para chegar à Copa e perderam só um dos últimos 11 jogos. Já frustraram um anfitrião no torneio, ao empatar em 1 a 1 com o Canadá, e avançaram do Grupo B como um dos melhores terceiros colocados, mas agora vivem o seu primeiro jogo de mata-mata na história.
Os gols podem aparecer: os dois times marcaram em nove dos últimos 11 jogos dos EUA e em 11 dos últimos 12 da Bósnia. É música para os ouvidos do atacante Folarin Balogun, que tenta se tornar apenas o terceiro jogador dos EUA a fazer 3+ gols numa única Copa.

Mais sobre a Copa do Mundo 2026: veja o nosso guia completo da Copa do Mundo 2026 e o chaveamento do mata-mata.