
A Espanha enfrentou a Bélgica na segunda quarta de final da Copa do Mundo 2026, na sexta-feira, e venceu por 2 a 1.
As duas potências europeias se encontraram em Los Angeles com uma vaga na semifinal contra a França em jogo. Como era de se esperar, a Roja dominou o começo, mas teve dificuldade para furar a Bélgica, com Rodri e Álex Baena vendo finalizações serem bloqueadas. Do outro lado, Marc Cucurella se jogou para travar Charles De Ketelaere num início tenso. Lamine Yamal teve a primeira chance clara aos 20 minutos, mas mandou para fora da entrada da área.
Mesmo assim, foram os campeões da Euro 2024 que abriram o placar aos 30 minutos: Dani Olmo obrigou Thibaut Courtois a uma boa defesa no chão, e Fabián Ruiz apareceu para empurrar a Espanha à frente. Yamal ainda assustou duas vezes antes do intervalo, com uma falta defendida por Courtois e um chute no lado da rede. A falta de pontaria da Espanha custou caro: a Bélgica empatou aos 41 minutos.
Charles De Ketelaere cabeceou um cruzamento de Timothy Castagne para o fundo do gol de Unai Simón, que pegou a bola dentro das redes pela primeira vez na América do Norte. No segundo tempo, a Espanha buscou ampliar o domínio, mas viu uma finalização de Yamal desviar para escanteio. Nicolas Raskin mandou por cima após boa jogada de Jérémy Doku, antes de De la Fuente acionar a cavalaria: Pedri e Ferran Torres entraram nos lugares de Ruiz e Baena. Courtois voltou a defender um chute de Yamal, enquanto Kevin De Bruyne exigiu trabalho de Simón com o relógio perto dos 90.
E, quando o jogo parecia caminhar para a prorrogação, quem senão Mikel Merino apareceu para fazer o gol da vitória e mandar a Espanha à semifinal. O goleiro reserva Senne Lammens espalmou mal uma finalização rasteira de Pau Cubarsí para os pés do meio-campista, que não desperdiçou de dentro da área. A Bélgica se lançou em busca do empate para levar o jogo à prorrogação, mas não conseguiu, e a Espanha marcou um duelo de semifinal com a França. Confira o nosso guia da Copa do Mundo 2026.
Neste artigo, vamos abordar
- As dificuldades da Espanha apesar do domínio
- Mikel Merino, o salvador
- A importância da dupla Cubarsí-Rodri
As dificuldades da Espanha apesar do domínio
Esperava-se que a Espanha ditasse o ritmo contra a Bélgica. Conhecida pelo jogo de posse, a Roja não decepcionou: dominou os Diabos Vermelhos do início ao fim e, pelo panorama do jogo, foi justa vencedora. Ficou com 67,8% de posse e criou 17 finalizações.

Ainda assim, teve muita dificuldade para transformar o domínio em gols até o tento de Merino no fim, e isso é um alerta. Sim, a Espanha mantém a bola com facilidade, mas o desperdício poderia ter cobrado o seu preço diante da Bélgica. E ela pode não ter a mesma sorte contra a França na semifinal da semana que vem, já que os Bleus agora são os favoritos absolutos ao título na América do Norte.

Mikel Merino, o salvador
Mikel Merino é um enigma. O meio-campista tantas vezes foi a carta na manga de clube e seleção. Quando o Arsenal precisou de um centroavante improvisado, recorreu a ele: foram sete gols na temporada de estreia pelos Gunners e mais quatro numa campanha 2025-26 castigada por lesões. E ele volta a resolver para a Roja. Depois de marcar o gol da vitória sobre Portugal nas oitavas, repetiu a dose na vitória sobre a Bélgica.
Mais uma vez, estava no lugar certo na hora certa para colocar a Espanha na próxima fase. Enquanto Mikel Oyarzabal penava para aparecer diante da linha baixa belga, Merino foi o salvador outra vez. Não é a situação ideal depender disso, mas, se ele está entregando, que seja.
A importância da dupla Cubarsí-Rodri
Sim, a Espanha só achou o gol da vitória aos 88 minutos. Mas conseguiu insistir até o fim graças à parceria entre Pau Cubarsí e Rodri. A dupla é a primeira e a segunda em total de passes na Copa 2026 e foram os que mais passaram na vitória sobre os belgas. O mais importante, porém, é que os dois foram decisivos para colocar a Espanha no ataque.

A Roja teve tempo de sobra com a bola na defesa, o que permitiu a Cubarsí acionar Rodri com frequência. Dos 89 passes do zagueiro, 18 foram para Rodri, o seu destino mais frequente. E, quando Rodri passava pelos marcadores, conseguia inverter o jogo rápido para os lados: os seus seis passes longos certos foram mais do que qualquer outro espanhol. A Espanha deixou para decidir no fim mais um jogo de mata-mata. Sem Cubarsí e Rodri, não teria tido a chance de seguir rodando a bola em Los Angeles.
Com o triunfo, a Espanha segue invicta e viva rumo ao título, mas terá de ser mais eficiente para superar a França na semifinal. Acompanhe o mata-mata no nosso chaveamento da Copa do Mundo 2026.
Mais sobre a Copa do Mundo 2026: veja o nosso guia completo da Copa do Mundo 2026 e o chaveamento do mata-mata.