
A Colômbia pode ser uma das seleções de melhor desempenho na Copa do Mundo 2026 até aqui.
Os Cafeteros ainda não perderam. Só França (cinco vitórias em cinco), Argentina, México, Noruega e Inglaterra (quatro vitórias) superam a campanha de três vitórias e um empate. E, pelo jeito como vêm jogando, dá para pensar que é 2014 de novo. James Rodríguez segue em cena e ainda encontra maneiras de ser decisivo, mesmo já tendo anunciado que vai se aposentar assim que o torneio acabar para ele. Veja o nosso guia da Copa do Mundo 2026 para o quadro completo.
O que tornou a Colômbia tão impressionante na Copa 2026?
Controlando os jogos com a posse
A Colômbia tem em média pouco mais de 60% de posse na Copa. É um número alto, mas suficiente apenas para colocá-la em décimo no torneio. Ainda assim, funciona para eles, que ditam os termos das partidas e levam a bola até a área adversária.
Os Cafeteros não só são o terceiro time em finalizações por jogo (19,8), como o quarto em chances criadas (15,0). É um atestado do bom jogo coletivo no campo de ataque. Ter a bola a maior parte do tempo também os ajuda a evitar situações difíceis atrás: a Colômbia está entre as que menos finalizações sofrem na Copa (12ª de 48) e é a segunda que menos concede grandes chances (0,8 por jogo).
Versatilidade ofensiva
Néstor Lorenzo começou o torneio muito focado em manter a posse. É claro que as estratégias dos adversários também pesaram, com Uzbequistão e RD Congo no início da campanha. Mas até Portugal preferiu recuar em vez de disputar a bola de igual para igual.
Ironicamente, as atuações melhoraram junto com o nível dos adversários ao longo da Copa. E a tática também. Lorenzo ficou cada vez mais adaptável a passar mais tempo em cenários de ida e volta. Tirando James Rodríguez e Juan Fernando Quintero, o perfil físico do elenco é muito adequado a trocas intensas.
Mas até a dupla criativa parece se encaixar. James fez a sua melhor atuação contra Portugal, o adversário mais difícil até aqui, justamente num jogo aberto em que os dois lados tiveram períodos de domínio.


Quando o cenário também foi esse nos segundos tempos contra RD Congo e Gana, Quintero assumiu a responsabilidade. Distribuição precisa com passes longos e tentativas ousadas e incisivas de romper a defesa adversária renderam a assistência para o gol da vitória de Daniel Muñoz e outras cinco finalizações no último jogo.

Então agora a Colômbia parece um time mais versátil na frente. Ter James e Quintero para armar as corridas em profundidade de Luis Díaz, atualmente o líder de impedimentos da Copa, é um bom encaixe. E isso pode amenizar a perda do centroavante Jhon Córdoba, recém-lesionado. Ter Luis Suárez sempre na última linha pode ser a chave para furar defesas de nível mais alto no decorrer do torneio.
E, claro, abrir mão de James como titular também é uma opção. Ele saiu no intervalo contra Gana, e há margem para escalar Jhon Arias pela ponta e ter um meio-campista mais aguerrido ao lado de Jefferson Lerma e Gustavo Puerta.
A Suíça também gosta de jogar com a bola, ainda que tenha mostrado outra faceta na vitória sobre a Argélia nos 16 avos. Se os Cafeteros avançarem, só ficará mais difícil dali em diante. Mas parece mesmo que eles estão prontos para esse tipo de cenário dentro de jogo.
Mais sobre a Copa do Mundo 2026: veja o nosso guia completo da Copa do Mundo 2026 e o chaveamento do mata-mata.