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Análise da França: como a influência do PSG pode ajudar na Copa do Mundo 2026

Ousmane Dembélé em ação pela França na Copa do Mundo 2026

A França estreia na Copa do Mundo contra Senegal nesta terça-feira, às 16h00 (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey.

O time de Didier Deschamps passou invicto pelas Eliminatórias, com cinco vitórias e um empate. A única derrota desde a Liga das Nações de 2025 veio diante da Costa do Marfim, num amistoso de preparação no início do mês. Para acompanhar tudo, veja o nosso guia da Copa do Mundo 2026 e os detalhes do Grupo I.

Os franceses miram o terceiro título mundial. O último veio em 2018, e depois eles perderam a final de 2022 para a Argentina nos pênaltis, quando buscavam o bicampeonato.

Um quarteto ofensivo fluido

No setor ofensivo, a França de Deschamps é um espetáculo. Os laterais sobem para dar amplitude e liberam o quarteto de ataque para circular com muita mobilidade pelo meio.

Ao longo das Eliminatórias, a França testou várias combinações lá na frente. Mas, para a Copa, o quarteto deve ser formado por Désiré Doué, Ousmane Dembélé, Michael Olise e Kylian Mbappé.

Com Dembélé e Doué nesse ataque móvel, dá para enxergar a digital do PSG nesta seleção. São muitos movimentos de cruzamento para atacar o espaço nas costas da defesa, receber a bola na frente da linha defensiva adversária e bagunçar as referências de marcação.

Posições médias do quarteto ofensivo da França na Copa do Mundo 2026

No papel é um 4-2-3-1, mas na prática vira quase um 4-2-4, com Dembélé e Mbappé atuando como dois pontas de lança: um recua para sobrecarregar o meio-campo e o outro prende a última linha adversária.

Mais à frente, com os laterais dando a largura, o desenho chega a virar um 3-1-6 (com Aurélien Tchouaméni caindo entre os zagueiros para formar um trio) ou um 2-2-5-1.

A função de Adrien Rabiot ao lado de Tchouaméni também chama atenção. Ele tem mais liberdade para flutuar, chegar nos espaços e ligar as duas fases do jogo.

A importância do equilíbrio defensivo

Com esse ataque tomando a forma de 3-1-6 ou 2-2-5-1, a França depende muito de alguns nomes específicos para apagar incêndios quando o adversário tenta sair em contra-ataque.

Enquanto muitas equipes constroem com uma base 3-2 e mantêm essa mesma estrutura 3-2/2-3 na hora de se proteger, a França prefere lançar mais um ou dois jogadores no ataque.

Como buscam mobilidade altíssima pelo meio, sobram perdas de bola em zonas perigosas. E aí entram três jogadores fundamentais para conter as transições.

Tchouaméni costuma ficar fixo na posição de volante, postado para proteger o miolo nas transições.

Dayot Upamecano e William Saliba são decisivos para defender os corredores. Ambos se sentem à vontade em áreas mais abertas, o que permite seguir o homem nos duelos de 2 contra 2 ou 3 contra 3 na transição.

Contra adversários mais fortes, Rabiot e os dois laterais podem se segurar mais para manter uma estrutura sólida atrás da linha da bola.

Ganhos sem a bola

A influência do PSG não aparece só com a bola nos pés. Doué e Dembélé também melhoram muito a França de Deschamps na fase defensiva.

Os dois atacantes do PSG trabalham demais sem a bola, seja na pressão após a perda, reagindo rápido para barrar transições, seja no esquema defensivo, fechando linhas de passe e pressionando na medida certa.

A França costuma se armar num 4-2-4 sem a bola, mas com semelhanças ao PSG na forma de saltar e trocar de uma marcação por zona para uma marcação individual.

Diante de times que constroem no popular 3-2-5, por exemplo, Doué e Olise avançam sobre os zagueiros abertos, Mbappé pressiona o zagueiro central e Dembélé recua para cobrir o pivô e equilibrar contra o meio-campo adversário.

Isso libera Rabiot para pressionar o segundo volante junto de Dembélé, deixando Tchouaméni com os quatro defensores para administrar os cinco homens de frente do adversário, num confronto individual ao longo de toda a linha.

Os curingas ofensivos

O quarteto da França parece se escalar sozinho para a estreia, pelo equilíbrio com e sem a bola. Mesmo assim, Deschamps tem um arsenal de opções empolgantes no banco, ansiosas para entrar.

Talvez o melhor criador da Europa, Rayan Cherki, deve começar entre os reservas por causa da qualidade do ataque titular.

Mas ter o jogador de 21 anos como opção saindo do banco será importante, sobretudo quando a França esbarrar em blocos defensivos mais fechados.

Outros atacantes do elenco incluem Maghnes Akliouche e Bradley Barcola como opções pelos lados, além de Marcus Thuram e Jean-Philippe Mateta como centroavantes de referência.

Deschamps terá variedade para diferentes tipos de jogo, mas o quarteto de Doué, Dembélé, Mbappé e Olise pode ser a sua aposta principal nos confrontos decisivos do mata-mata, quando o equilíbrio pesa mais.

Mais sobre a Copa do Mundo 2026: veja o nosso guia completo da Copa do Mundo 2026 e o guia dos grupos, do A ao L.