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O que aconteceu depois? Os quartas de finalistas dos EUA na Copa do Mundo de 2002

Os EUA foram onde nunca tinham ido antes em 2002. E nunca mais foram desde então.

O futebol — ou soccer, como alguns dizem — começou a crescer em popularidade na década anterior, com a classificação para a Copa do Mundo pela primeira vez em 40 anos, em 1990, e a realização do torneio em solo americano em 1994.

Isso sem dúvida inspirou a geração seguinte, e o time de Bruce Arena brilhou no Extremo Oriente, vencendo Portugal de forma memorável na estreia, antes de eliminar os vizinhos do México nas oitavas de final.

A equipe caiu de forma apertada para Michael Ballack e a Alemanha, mas deixou o país orgulhoso e estabeleceu o padrão para a geração de 2026.

Mas onde estão os 14 jogadores que atuaram naquele confronto das quartas de final? Vamos dar uma olhada.


Brad Friedel Posição: Goleiro | Idade: 54

Uma verdadeira lenda da Premier League, Brad Friedel detém uma série de recordes na divisão pós-1992. De agosto de 2004 a outubro de 2012, disputou todas as partidas do campeonato, uma sequência de 310 jogos consecutivos pelo Blackburn Rovers, Aston Villa e Tottenham. Suas 450 partidas no total são o recorde entre jogadores norte e sul-americanos, e ele também é o jogador mais velho da história do Aston Villa e do Tottenham — mais um sinal de sua incrível longevidade.

O goleiro se aposentou da seleção americana em 2005, após conquistar 82 convocações, e nos últimos anos seguiu carreira na mídia.


Frankie Hejduk Posição: Defensor | Idade: 51

Frankie Hejduk foi um pilar do futebol americano, atuando em 85 partidas pela seleção entre 1996 e 2003, com passagens por ambos os lados do Atlântico. O lateral retornou aos EUA em 2003 após não conseguir espaço no Bayer Leverkusen e no St. Gallen, da Suíça. Conquistou títulos da MLS Cup com Columbus Crew e LA Galaxy, antes de assumir uma posição administrativa no Crew, clube pelo qual jogou mais de 100 vezes.


Gregg Berhalter Posição: Defensor | Idade: 52

Gregg Berhalter mudou-se para a Alemanha após o torneio, depois de uma temporada no Crystal Palace, e chegou a jogar pelo Energie Cottbus e 1860 München antes de retornar aos EUA pelo LA Galaxy. Disputou sua última partida pelos americanos em 2006, mas sua carreira internacional tomou outro rumo em 2018, quando assumiu o comando da seleção nacional.

Seus seis anos à frente do time trouxeram conquistas, como o título da Gold Cup e a revelação de Christian Pulisic, entre outros. Mas também houve momentos difíceis, incluindo a eliminação na fase de grupos da Copa de 2022 e uma polêmica com o ex-amigo próximo Claudio Reyna. Atualmente é técnico e diretor de futebol do Chicago Fire.


Pablo Mastroeni Posição: Defensor | Idade: 49

Nascido na Argentina, Pablo Mastroeni conquistou 65 convocações pelos EUA entre 2001 e 2009, atuando tanto na defesa quanto no meio-campo. No futebol de clubes, passou a maior parte da carreira no Colorado Rapids, onde teve sua camisa de número 25 aposentada. Mais tarde, treinou o clube por três temporadas com resultados moderados e atualmente é técnico do Real Salt Lake.


Tony Sanneh Posição: Defensor | Idade: 54

Outro jogador versátil, capaz de atuar tanto na defesa quanto no meio-campo, Tony Sanneh percorreu vários clubes da MLS nos anos após a Copa. Sua última das 43 partidas pela seleção foi na Gold Cup de 2005, onde integrou o elenco campeão. Desde sua aposentadoria em 2009, tem se dedicado a programas de treinamento e desenvolvimento de jovens, tanto no continente quanto nas Ilhas Virgens.


Eddie Pope Posição: Defensor | Idade: 52

Eddie Pope é um verdadeiro ícone do futebol americano — o outro —, tendo sido eleito o Melhor Defensor da MLS já em sua segunda temporada, em uma carreira que o levaria ao Hall da Fama. O zagueiro disputou todas as suas 82 partidas internacionais como titular, ao longo de dez anos entre 1996 e 2006.

Desde sua aposentadoria em 2007, atuou como diretor de relações com jogadores do Sindicato dos Atletas da MLS e é atualmente o Diretor Esportivo do recém-criado clube da MLS Next Pro, o Carolina Core, que joga em sua cidade natal de High Point, na Carolina do Norte.


John O’Brien Posição: Meio-campo | Idade: 48

John O’Brien foi um dos primeiros americanos a se destacar na Europa nos anos 1990, tornando-se titular do Ajax durante sete temporadas em Amsterdã. Conquistou dois títulos da Eredivisie, mas sua carreira foi prejudicada por lesões após suas atuações marcantes na Copa, onde abriu o placar na histórica vitória sobre os favoritos de Portugal.

As lesões o forçaram a se aposentar com apenas 32 convocações, e desde então ele seguiu carreira na área de psicologia.


Eddie Lewis Posição: Meio-campo | Idade: 51

Eddie Lewis passou grande parte da carreira na Inglaterra, saindo do Fulham após dois anos para se juntar ao Preston North End depois da Copa. Três temporadas em Deepdale antecederam passagens por Leeds e Derby, e foi em Elland Road que recebeu o prêmio de Jogador do Ano pela torcida — apenas o quarto estrangeiro não britânico a receber tal honra. Na seleção, sua última das 82 convocações foi em 2008, após participar de uma segunda Copa do Mundo, na Alemanha.


Claudio Reyna Posição: Meio-campo | Idade: 52

Claudio Reyna foi outro americano que floresceu na Europa, tendo se juntado ao Bayer Leverkusen em 1994, e só retornou aos EUA na última temporada da carreira, pelo New York Red Bulls. Após o rebaixamento do Sunderland em 2003, se transferiu para o Manchester City, onde fez 88 partidas em quatro anos.

Na seleção, acumulou 112 convocações e participou de quatro Copas do Mundo, atuando pela última vez em 2006, quando também era capitão da equipe. As acusações de chantagem envolvendo ele e sua esposa na briga com o ex-amigo Berhalter sobre o tempo de jogo de seu filho Gio na Copa de 2022 prejudicaram tanto sua carreira executiva quanto sua reputação no futebol.


Landon Donovan Posição: Atacante | Idade: 34

Landon Donovan é provavelmente o maior jogador americano de todos os tempos. O atacante acumula o segundo maior número de convocações pela seleção (157) e divide com Clint Dempsey a artilharia histórica (57 gols), além de ser o maior goleador americano em Copas (4 gols). Suas 58 assistências são outro recorde nacional.

Com apenas 20 anos na Coreia do Sul e no Japão, sua carreira o levaria a dois empréstimos ao Everton e um ao Bayern. Mas é pelos feitos no LA Galaxy que ele é mais lembrado: seis títulos da MLS Cup e o prêmio de MVP do campeonato, que hoje leva seu nome.

Foi polêmicamente excluído da convocação para 2014 por Jürgen Klinsmann, mas seu lugar na história do futebol americano é absolutamente inabalável.


Brian McBride Posição: Atacante | Idade: 53

Herói em praticamente todos os times pelos quais passou, Brian McBride disputou três Copas do Mundo e se tornou o primeiro americano a marcar em dois torneios, após balançar as redes em 2002 e 2006.

No futebol de clubes, é mais lembrado por sua passagem pelo Fulham, na Inglaterra, embora empréstimos a Preston e Everton — ambos sob o comando de David Moyes — tenham vindo antes. McBride alcançou status de ídolo no oeste de Londres, conquistando vários prêmios de jogador do ano, sendo nomeado capitão e até tendo um bar batizado em sua homenagem no Craven Cottage. Atualmente é gerente geral do Brooklyn FC.


Earnie Stewart Posição: Atacante | Idade: 56

Capaz de atuar tanto no meio-campo quanto mais avançado, Earnie Stewart vivia o crepúsculo de sua carreira de 101 convocações quando entrou no banco na derrota para a Alemanha. Nascido nos Países Baixos, jogou em praticamente toda a sua carreira por lá, com passagens por NAC Breda e Willem II, entre outros. Atualmente é diretor de futebol do PSV Eindhoven.


Cobi Jones Posição: Meio-campo | Idade: 55

Cobi Jones foi mais um veterano que saiu do banco em 2002 e, assim como Stewart, um centenário de convocações. Mas seus impressionantes 164 jogos pela seleção são o recorde na história da USMNT e dizem tudo sobre o nível do meio-campista.

Passou os últimos 11 anos da carreira no LA Galaxy, onde conquistou múltiplos títulos coletivos e individuais, após passagens pelo Coventry City e pelo Vasco da Gama. Diversidade à brasileira!


Clint Mathis Posição: Atacante | Idade: 49

Clint Mathis ganhou fama por raspar o cabelo em formato de moicano para a Copa e correspondeu dentro de campo, marcando o primeiro gol na partida contra os anfitriões sul-coreanos.

Ficou no banco na derrota das quartas de final para a Alemanha e disputou sua última das 46 partidas pela seleção em 2005. O atacante encerrou a carreira no LA Galaxy — clube onde havia iniciado — em 2010, com um título da MLS Cup conquistado no ano anterior.