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Manchester United 0 x 1 Manchester City: Haaland bate recorde e City supera expulsão de Foden

O Manchester City superou a expulsão de Phil Foden para vencer o rival Manchester United por 1 a 0 em Old Trafford, no domingo, pela rodada 4 da Premier League.

O árbitro Michael Oliver expulsou Foden aos 23 minutos por um chute em Bruno Fernandes, que certamente valorizou o lance, mas teve a decisão confirmada pelo VAR. Mesmo assim, o City seguiu competitivo e, depois de sobreviver a duas bolas na trave, de Marcus Rashford e Kobbie Mainoo, achou o gol da vitória com Erling Haaland, por volta dos 60 minutos. Até esse lance exigiu uma longa e polêmica revisão do VAR para anular a marcação de impedimento feita em campo.

Neste artigo, vamos abordar

  • O ataque travado do United não aproveitou a vantagem numérica
  • Haaland bate recorde e o City de Anderson encontra o caminho

O ataque travado do United não aproveitou a vantagem numérica

A expulsão de Foden parecia dar ao Manchester United uma oportunidade rara. Os Red Devils não venciam o City em dois clássicos seguidos desde 2020, e isso estava ao alcance. O City tinha dominado o início, e o time de Michael Carrick começava a equilibrar o jogo quando Foden saiu.

Em vez disso, o City cresceu, farejando a insegurança do rival. O United não teve nenhuma coesão no último terço, cometendo impedimentos desnecessários e errando passes em posições promissoras. Com isso, o time de Enzo Maresca conseguiu limitar o rival a chutes especulativos de longe. É verdade que dois deles foram na trave, Rashford numa falta no primeiro tempo e Mainoo com a bola rolando depois do intervalo. Mas o fato de o United só ter acertado o gol pela primeira vez aos 70 minutos, depois da expulsão de Foden, diz muito sobre a desorganização do time.

Com o resultado, o Manchester City se tornou o primeiro visitante da história da Premier League a vencer 10 jogos contra o Manchester United em Old Trafford.

A maior chance do United veio no último minuto, quando Bryan Mbeumo obrigou Gianluigi Donnarumma a uma grande defesa. Pelo posicionamento privilegiado de Mbeumo, vai ficar marcada como uma perda monumental. Esse será o tema em Old Trafford: o United desperdiçou um clássico servido de bandeja, uma semana depois de entregar mal um resultado contra o Everton. A revolta com a validação do gol de Haaland vai render a semana inteira, mas o United precisa assumir boa parte da responsabilidade por este resultado.

Haaland bate recorde e o City de Anderson encontra o caminho

Pode ser um gol cara a cara a dois metros, um chute de primeira sem tempo para pensar ou um lance no limite do impedimento cercado de polêmica do VAR. Não importa: Erling Haaland sempre encontra um jeito. O norueguês foi frio para dar o toque decisivo por volta dos 60 minutos e, com isso, marcou o seu nono gol em clássicos de Manchester, passando Sergio Agüero e Wayne Rooney como o recordista da era Premier League.

Maiores artilheiros dos clássicos de Manchester na Premier League:

  • 9 gols: Erling Haaland (8 jogos)
  • 8 gols: Sergio Agüero (13 jogos)
  • 8 gols: Wayne Rooney (21 jogos)

O prêmio de melhor em campo, porém, foi para Elliot Anderson, e com razão. O meio-campista da seleção inglesa teve uma entrega incansável para que o City não sentisse a inferioridade numérica: foi quem mais correu em campo (11,9 km) e dividiu a liderança em ações defensivas (13), com três desarmes, três cortes, uma interceptação e seis recuperações de bola, anulando o United.

Anderson foi imbatível, vencendo sete dos seus nove duelos no chão. E foi igualmente sereno com a bola: acertou 45 dos 52 passes, seis deles para o último terço, e não perdeu a posse nenhuma vez no jogo inteiro. Cobrindo espaços perigosos, atropelando o United sem a bola e dando calma quando o City recuperava a posse, Elliot Anderson fez de tudo em Old Trafford. Ele chegou de vez como jogador do Manchester City.

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