
Chegamos às quartas de final da Copa do Mundo 2026, e as oito seleções que sobraram têm um objetivo em comum: alcançar a final de 19 de julho e levantar o maior troféu do futebol.
Algumas dessas seleções chegaram até aqui pela força do conjunto. Outras dependeram claramente de um homem para carregá-las. Isso nos fez pensar: qual dos quartas de finalistas da Copa é o mais dependente de um único jogador? Quem viu a maior fatia dos seus gols sair dos pés (ou da cabeça) de um só nome? Ranqueamos as oito seleções da menos à mais dependente do seu artilheiro. Veja também o nosso guia completo da Copa do Mundo 2026.
8. Bélgica
Gols da equipe: 13 | Artilheiro: Romelu Lukaku, 3 gols (23,08%)
Lukaku é o maior artilheiro da história da Bélgica, com 93 gols em 131 jogos. Três deles vieram nesta Copa, mais do que qualquer outro belga, e isso mesmo começando apenas uma partida. O atacante marcou nos últimos três jogos para levar a Bélgica às quartas de final, mas foi um esforço muito coletivo: Charles De Ketelaere, Leandro Trossard e Youri Tielemans fizeram dois gols cada, num total de sete goleadores diferentes.
7. Marrocos
Gols da equipe: 10 | Artilheiro: Ismael Saibari, 3 gols (30%)
O Marrocos torce pela recuperação de Ismael Saibari para a quarta de final. E não só por ele ser o artilheiro. Saibari chegou à Copa embalado por uma grande temporada, que lhe rendeu a transferência para o Bayern de Munique, e fez três gols até aqui, mais do que qualquer companheiro. Ainda assim, como Lukaku, o Marrocos não depende só dele: soube marcar quando Saibari esteve fora, com Soufiane Rahimi e Azzedine Ounahi balançando a rede duas vezes cada, o segundo decisivo na última partida.
6. Suíça
Gols da equipe: 9 | Artilheiro: Johan Manzambi, 3 gols (33,33%)
A Suíça é uma das seleções que menos marcaram entre as que seguem vivas, com apenas nove gols em cinco jogos. Três saíram de Johan Manzambi, que perdeu a vitória nas oitavas por lesão. A Suíça torce muito para tê-lo à disposição nas quartas. Os três gols de Manzambi vieram atuando como camisa 10, e ele ainda deu duas assistências. Ou seja, mais da metade dos gols suíços passaram por ele de uma forma ou de outra.
5. Espanha
Gols da equipe: 9 | Artilheiro: Mikel Oyarzabal, 4 gols (44,44%)
A outra seleção de pouca pontaria entre as quartas de finalistas é a Espanha, um pouco mais dependente do seu goleador. Havia dúvidas sobre o ataque espanhol antes do torneio, mas Mikel Oyarzabal virou o homem de confiança: titular em todos os jogos, fez quatro gols em cinco partidas. Curiosamente, esses gols vieram nos dois únicos jogos em que a Espanha marcou mais de uma vez. Quando Oyarzabal não marca, a Espanha faz apenas 0,67 gol por jogo, na média. Como Manzambi, ele também soma uma assistência, para cinco participações em gols.

4. França
Gols da equipe: 14 | Artilheiro: Kylian Mbappé, 7 gols (50%)
A França divide a artilharia coletiva da Copa, com 14 gols, e é favorita ao título. No mínimo, é esperado que chegue à final pela terceira vez seguida. Kylian Mbappé está no centro dessa campanha: é o segundo maior goleador do torneio, com sete gols, o que também o coloca em segundo na lista de maiores artilheiros da história das Copas. Mbappé marcou em quatro dos cinco jogos da França e participou diretamente de nove gols. Ousmane Dembélé também fez a sua parte, com quatro, mas a França teve apenas quatro goleadores diferentes.
3. Inglaterra
Gols da equipe: 11 | Artilheiro: Harry Kane, 6 gols (54,55%)
A Inglaterra é um caso curioso. Marcou 11 gols nesta Copa, e todos saíram de Harry Kane, Jude Bellingham ou Marcus Rashford, o menor número de goleadores diferentes entre os quartas de finalistas. Kane é o artilheiro do time no torneio, com seis gols em cinco jogos: só ficou sem marcar em uma partida e por duas vezes saiu de campo com dois gols. Ele também fez metade dos seus gols (três) já na fase de mata-mata, peça-chave para a Inglaterra chegar às quartas. Bellingham vem logo atrás, com quatro, um deles servido por Kane.
2. Argentina
Gols da equipe: 14 | Artilheiro: Lionel Messi, 8 gols (57,14%)
A Argentina divide com a França a artilharia coletiva, com 14 gols, e ainda tem o maior goleador do torneio até aqui. Lionel Messi fez o seu oitavo gol na Copa para classificar a Argentina às quartas quando o time estava à beira da eliminação. Messi é um dos seis goleadores diferentes da Argentina, mas o único a marcar mais de uma vez, o que mostra o tamanho da dependência da equipe do craque de 39 anos. Somando a sua assistência, foram apenas cinco gols argentinos sem participação direta de Messi.
1. Noruega
Gols da equipe: 12 | Artilheiro: Erling Haaland, 7 gols (58,33%)
Só França e Argentina marcaram mais do que os 12 gols da Noruega. E só Messi fez mais do que os sete de Erling Haaland. A situação é parecida com a da Argentina: Haaland é o único norueguês a marcar mais de uma vez, enquanto os outros quatro goleadores fizeram um gol cada. Ele seguiu Messi ao balançar a rede em todas as suas partidas na Copa, ainda que a sequência seja de quatro jogos, já que ficou de fora do último jogo da fase de grupos, contra a França. Haaland fez ao menos dois gols em três das quatro partidas e foi o autor do gol da vitória em todas elas.
O ranking deixa claro o recado: enquanto França e Bélgica distribuem os gols por vários nomes, Noruega e Argentina apostam quase tudo nas costas de Haaland e Messi. Nas quartas de final, essa dependência pode ser força ou armadilha. Acompanhe o mata-mata no nosso chaveamento da Copa do Mundo 2026.
Mais sobre a Copa do Mundo 2026: veja o nosso guia completo da Copa do Mundo 2026 e o chaveamento do mata-mata.