
Irã e Nova Zelândia empataram em um animado 2 a 2 na estreia das duas seleções no guia completo da Copa do Mundo 2026.
A Nova Zelândia abriu o placar logo aos sete minutos, quando Elijah Just trocou passes com Chris Wood para inaugurar o marcador. Mas o Irã chegou ao empate ainda no primeiro tempo, com Ramin Rezaeian reagindo mais rápido a uma sobra dentro da área.
O segundo tempo manteve o ritmo. A frente de ataque neozelandesa voltou a se combinar para o segundo gol de Just. A vantagem, porém, durou apenas dez minutos: Mohammad Mohebi deixou tudo igual e garantiu o ponto para o Irã.
A frente de ataque fluida da Nova Zelândia
A Nova Zelândia foi muito corajosa e agressiva na construção de jogo e na organização ofensiva.
Os dois laterais subiam para dar amplitude, o que permitia aos pontas se fecharem por dentro. Assim, formava-se um trio curto atrás do centroavante Wood.

O primeiro gol nasceu de uma saída de bola mais recuada, com os dois laterais bem altos. Os dois zagueiros se abriram ao lado do goleiro, enquanto os volantes desciam para atrair a pressão central.
O Irã marcou homem a homem, o que deixou a Nova Zelândia em um cinco contra cinco na última linha. O passe direto foi para Wood, conhecido pela força no jogo aéreo.
O capitão neozelandês dominou, girou e combinou com Just antes que qualquer jogador do Irã o alcançasse. A tabela rápida seguiu com Sarpreet Singh e terminou em gol.

O segundo gol da Nova Zelândia repetiu esses princípios. O quarteto ofensivo ficou bem próximo para facilitar as combinações rápidas.
Callum McCowatt recebeu um passe em diagonal de Liberato Cacace e canalizou o ataque por dentro, em direção aos três atacantes amontoados.
Uma tabela de terceiro homem com Singh e Just provocou a reação do lateral-esquerdo iraniano Milad Mohammadi. Isso abriu espaço para Just conduzir a bola após receber de Singh.
Just devolveu de primeira em Wood para fixar o marcador mais próximo, ganhou espaço para finalizar e fez 2 a 1.

O dilema da Nova Zelândia na cobertura defensiva
Toda escolha tática tem um preço. E cabe ao técnico administrar e ajustar conforme achar melhor.
O custo tático da Nova Zelândia apareceu justamente na cobertura defensiva. A equipe foi muito ousada na quantidade de jogadores que mandava para o campo de ataque.
Os All Whites jogaram com um quarteto fechado pelos corredores centrais, dois laterais altos e abertos e um volante quase sempre um pouco à frente do outro. Só que isso deixava brechas para o Irã explorar nas transições.

A Nova Zelândia queria usar a frente de ataque fluida para abrir os corredores centrais e combinar. O grande risco, no entanto, era perder a bola em uma região central.
O Irã teve várias transições no primeiro tempo, com destaque para uma em que Mehdi Taremi parou na trave com o placar em 1 a 0.
Os salvadores do Irã vieram pela direita
Rezaeian foi quem trouxe os momentos de real qualidade pela lateral-direita no jogo do Irã. Ele marcou o gol de empate no primeiro tempo e ainda deu a assistência para o gol de Mohammad Mohebi depois do intervalo.
O lateral iraniano costumava segurar a amplitude, o que liberava Mohebi para se fechar e ocupar o meio-espaço pela direita. No gol, porém, Rezaeian preferiu avançar por dentro e achar um passe em diagonal até a entrada da área.

E não parou por aí. Rezaeian seguiu a corrida para dentro da área e chegou com velocidade no momento em que a bola foi devolvida de primeira. Mesmo sem ser o alvo do passe, a determinação do lateral em acompanhar a jogada foi premiada: ele finalizou com categoria na quina.
Rezaeian também foi decisivo no gol que fechou o 2 a 2 mais adiante. Dessa vez, ele recebeu a inversão de jogo vinda do lado esquerdo sobrecarregado. Com o seu lado livre, Rezaeian ajeitou a bola e mandou um cruzamento preciso. Na área estava Mohebi para cabecear, com a bola entrando ainda na trave, e garantir o ponto ao Irã.
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